O “MATO” E A CIDADE: racismo e demarcação de espaços nos Álbuns Fotográficos e Descritivos da Colônia de Moçambique (1929)

  • Leandro Antonio GUIRRO

Resumo

A colonização da África colocou frente a frente europeus e africanos. Forçados a conviverem entre si, depararam-se com as peculiaridades uns dos outros e experimentaram a exibição da diferença e do inusitado. Abordando este contexto, o artigo que segue discute algumas concepções raciais portuguesas a respeito dos naturais da região onde se estabeleceu a colônia de Moçambique, bem como a utilização dessas ideias como fator preponderante para a formulação de barreiras territoriais e sociais entre espaço urbano e zona rural. Para tanto, vale-se de imagens contidas nos Álbuns Fotográficos e Descritivos da Colônia de Moçambique, coleção produzida no final da década de 1920. Entretanto, não deixa de abordar, mesmo que indiretamente, a reação dos fotografados diante do ponto de vista lusitano.

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Leandro Antonio GUIRRO

Mestre em História - Doutor - Programa de Pós-graduação em História - Faculdade de Ciências e Letras de Assis - UNESP - Univ. Estadual Paulista, Campus de Assis - Av. Dom Antônio, 2100, CEP: 19806-900, Assis, São Paulo - Brasil. Bolsista CNPq.

Publicado
2017-09-07
Como Citar
GUIRRO, Leandro Antonio. O “MATO” E A CIDADE: racismo e demarcação de espaços nos Álbuns Fotográficos e Descritivos da Colônia de Moçambique (1929). Faces da Historia, [S.l.], v. 4, n. 1, p. 206-225, set. 2017. ISSN 2358-3878. Disponível em: <http://seer.assis.unesp.br/index.php/facesdahistoria/article/view/413>. Acesso em: 19 nov. 2017.