A ação de liberdade na educação básica

uma proposta de itinerário formativo com a crítica filológica do processo de Rosalia (1883)

Auteur/ices

Mots-clés :

movimento abolicionista, ação de liberdade, BNCC, itinerários formativos, filologia, educação básica

Résumé

Este artigo apresenta uma proposta de sequência didática a partir de uma fonte documental jurídica: o processo de ação de liberdade por pecúlio movido por uma escravizada chamada Rosalia em São Paulo (1883). Com base em perspectiva filológica de tratamento de fontes históricas, este trabalho propõe que a sequência didática para o itinerário de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, conforme previsto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o Ensino Médio. A proposta articula a leitura do processo, a contextualização histórico-social do documento e, por fim, a produção de textos críticos por alunos, para serem compartilhados com a comunidade escolar na forma de zines.

Références

ALBUQUERQUE, Wlamyra. Movimentos Sociais Abolicionistas. In: SCHWARCZ, Lilia Moritz; GOMES, Flávio dos Santos. (org.) Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

ALONSO, Angela. Flores, votos e balas: O movimento abolicionista brasileiro (1868-88). Rio de Janeiro: Companhia das Letras. 2015.

ALONSO, Angela. O abolicionista cosmopolita: Joaquim Nabuco e a rede abolicionista transnacional. Novos estudos CEBRAP, n. 88, p. 55-70, dez. 2010.

AZEVEDO, Elciene. O Direito dos Escravos: lutas jurídicas e abolicionismo na Província de São Paulo. Campinas: Editora da UNICAMP, 2010.

BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de história: fundamentos e métodos. 2. ed. São Paulo, Cortez, 2008.

BRASIL. Lei nº 2.040, de 28 de setembro de 1871. Declara de condição livre os filhos de mulher escrava que nascerem desde a data desta lei, libertos os escravos da Nação e outros, e providencia sobre a criação e tratamento daquelles filhos menores e sobre a libertação annual de escravos. 1871. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lim/lim2040.htm. Acesso em: 04 de jan. 2025.

BRASIL. Lei nº 3.240 de 28 de setembro de 1885. Regula a extincção gradual do elemento servil. 1885. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lim/LIM3270.htm. Acesso em 04 de jan. 2025.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018.

BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: ed. Zahar, 2001.

CAMBRAIA, César Nardelli; CUNHA, Antonio Geraldo da; MEGALE, Heitor. Normas para Transcrição de Documentos Manuscritos para a História do Português do Brasil. In: A Carta de Pero Vaz de Caminha. São Paulo: Série Diachronica, 1, Humanitas, 1999. p. 23-26. Acesso em: 10 de fev. de 2025.

CAMBRAIA, César Nardelli. Introdução à crítica textual. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

DIAS, Elizangela. A Interessante Estrutura e Organização dos Livros Manuscritos. In: Linguagem: Estudos e Pesquisas. UFG/Catalão, vols. 10-11, 2007. DOI: 10.5216/lep.v10i1.11579. Acesso em: 04 de jan. 2025.

DUARTE, Rosinês de Jesus. Ensinando a transgredir: a crítica filológica na sala de aula da educação básica. In: SOUZA, Risonete Batista de. et al. (org.) Filologia em diálogo: descentramentos culturais e epistemológicos. Salvador: Memória & arte, 2020.

GUMBRECHT, Hans Ulrich. Os poderes da filologia: dinâmica de conhecimento textual. Rio de Janeiro: Contraponto, 2021.

MACHADO, Maria Helena Pereira Toledo. O plano e o pânico: os movimentos sociais na década da abolição. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2010.

MENDONÇA, Joseli Maria Nunes. Legislação emancipacionista, 1871 e 1885. In: Schwarcz, Lilia Moritz; Gomes. Flávio dos Santos. (org.) Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. 1ªed. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

MORAES, Evaristo de. A campanha abolicionista (1879-1888). 2aed. Brasília, Editora Universidade de Brasília, 1986.

NABUCO, Joaquim. Manifesto da Sociedade Brasileira contra a Escravidão. Rio de Janeiro: G. Leuzinger. 1880.

SÁ, Gabriela Barreto de. História do Direito no Brasil, escravidão e arquivos judiciais: análise da ação de liberdade de Anacleta (1849). Justiça & História, Porto Alegre, v. 10, n. 19/20, 2010.

SPINA, Segismundo. Introdução à edótica: crítica textual. São Paulo: Cultrix/Edusp, 1977.

Téléchargements

Publiée

2026-08-04

Comment citer

A ação de liberdade na educação básica: uma proposta de itinerário formativo com a crítica filológica do processo de Rosalia (1883). Faces da História, v. 13, n. Edição Especial, p. 50–66, 4 août2026.