O DOMÍNIO DO POÉTICO EM VICTOR HUGO E CECÍLIA MEIRELES – A ESFERA DOS CEMITÉRIOS

  • Márcia Eliza Pires

Resumo

Os cemitérios sempre foram domínio instigante e motivador para o olhar imaginativo do poeta moderno. Nessa esfera, o clássico diálogo entre o efêmero e o eterno franqueia com irresistível intensidade os obstáculos erigidos pela ordem submissa às conceituações estritamente práticas. Longe de acatar as solicitações higienistas advindas com o crescimento da urbanização na segunda metade do século XIX, tais como a urgência de extirpar a confluência natural entre vida e morte, os sujeitos poéticos de Victor Hugo (1802-1885) e de Cecília Meireles (1901-1964) têm em comum a busca por restaurar a unidade entre o que se destrói e aquilo que se transfigura. Para tanto, o exercício da contemplação dá-se na ocasião do flanar solitário por entre lápides, plantas e animais — interlocutores de uma conversação tácita conduzida pelo investigativo eu lírico desses dois poetas.

Publicado
2018-09-12
Como Citar
PIRES, Márcia Eliza. O DOMÍNIO DO POÉTICO EM VICTOR HUGO E CECÍLIA MEIRELES – A ESFERA DOS CEMITÉRIOS. Miscelânea: Revista de Literatura e Vida Social, [S.l.], v. 23, p. 153-171, set. 2018. ISSN 1984-2899. Disponível em: <http://seer.assis.unesp.br/index.php/miscelanea/article/view/1164>. Acesso em: 15 nov. 2018.
Seção
ARTIGOS ORIGINAIS/ORIGINAL ARTICLES