RELAÇÔES DE TRABALHO NA COTONICULTURA DO OESTE PAULISTA (1930 A 1960)

UMA VISÃO DO ARQUIVO DO FÓRUM DA COMARCA DE ASSIS

Autores/as

Palabras clave:

Documentação jurídica, Cultura de algodão, Conflitos de terra

Resumen

O surto algodoeiro no Oeste Paulista é analisado a partir de documentação jurídica  do Arquivo do Fórum da Comarca de Assis. Dois argumentos da historiografia são confirmados: a existência de meeiros e parceiros, que cultivavam terrenos agrícolas para algodão, pagando em dinheiro ou espécie, um valor fixo ou variável, satisfazendo assim tanto as necessidades do proprietário quanto do trabalhador rural; e os aspectos críticos dos conflitos entre arrendatário e proprietário, a existência da subcontratação no cultivo de algodão e a aptidão do algodão na criação de direitos jurídicos sobre a terra.

Biografía del autor/a

Christian Brannstrom, Universidad Estatal de São Paulo UNESP

Possui graduação em International Relations - University of California Davis (1990), mestrado em Geography - University of Wisconsin - Madison (1992) e doutorado em Geography - University of Wisconsin - Madison (1998). Atualmente é Professor - Texas A&M University in College Station, TX, e Membro Permanente do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC). Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia da Energia e Geografia Historica.

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Publicado

2006-07-30

Cómo citar

Brannstrom, C. (2006). RELAÇÔES DE TRABALHO NA COTONICULTURA DO OESTE PAULISTA (1930 A 1960): UMA VISÃO DO ARQUIVO DO FÓRUM DA COMARCA DE ASSIS. Patrimônio E Memória, 2(1), 85–100. Recuperado a partir de http://seer.assis.unesp.br/index.php/pem/article/view/3981