Reflexões acerca das contribuições de Cesare Brandi e Giovanni Carbonara no ensino de projeto em áreas históricas no sertão da Paraíba
DOI:
https://doi.org/10.5016/pem.v22.e4133Palavras-chave:
Patrimônio Histórico, Restauro, Sertão paraibano, Prática docenteResumo
Neste artigo refletimos sobre os desafios das intervenções arquitetônicas em áreas históricas do sertão paraibano, marcadas pela carência de fiscalização e pela ausência de formação especializada, cenário que contribui para a existência de práticas que não dialogam com o patrimônio edificado. Isso pode ser evidenciado, especialmente, nas áreas centrais onde edificações coloniais e oitocentistas convivem com construções contemporâneas genéricas, sobretudo em áreas comerciais, com letreiros e cores destoantes que comprometem a paisagem. No entanto, a atuação recente dos cursos de Arquitetura e Urbanismo no Alto Sertão paraibano tem iniciado processos de conscientização sobre preservação. Assim, destaca-se a experiência da disciplina Projeto de Intervenções em Áreas Históricas, em um curso de Arquitetura e Urbanismo em Cajazeiras. A disciplina foi estruturada em três etapas: diagnóstico, estudo preliminar e anteprojeto, e toma como base as teorias dos restauradores como Viollet-le-Duc, Ruskin e Brandi; as cartas patrimoniais; e referências projetuais com boas práticas de preservação. Nesse contexto, temos como objetivo geral evidenciar, nos resultados da disciplina, aproximações com a teoria de Giovanni Carbonara, que não é estudado pelos discentes, mas que entende a restauração como ato de projeto crítico-conservativo. Dessa forma, almejamos destacar o alinhamento existente com a teoria de Brandi, reforçando uma continuidade de princípios projetuais. Por fim, destacamos a aproximação entre teoria e prática voltada para a formação de profissionais mais sensíveis ao patrimônio em contextos urbanos com uma ineficaz gestão patrimonial.
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- 19-05-2026 (2)
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