Recopilación de vida, memoria y ascendencia a través de la educación patrimonial entre valles y arroyos (RS)
DOI:
https://doi.org/10.5016/pem.v22.e4215Palabras clave:
Residencia artística urbana, Territorio y memoria, Educación patrimonial, Mujeres guaraníes, CerámicaResumen
Este artículo aborda la educación patrimonial como una práctica de conciencia cívica, que valora la memoria y la ascendencia, centrándose en el taller de cerámica Arrebanhando - Residência Artística Urbana (RAU), ubicado en Arroio do Meio (RS), que forma parte de la ruta turística Entre Vales e Arroios. Los eventos climáticos extremos que azotaron Rio Grande do Sul entre 2023 y 2024 desplazaron este espacio cultural, al tiempo que revelaron vestigios arqueológicos de las comunidades ancestrales guaraníes que habitaban el valle de Taquari. El trabajo investiga las transformaciones de un territorio marcado por diferentes capas de ocupación: desde la presencia indígena original, pasando por su explotación como taller de cerámica, hasta su resignificación como residencia artística dedicada a rescatar el saber tradicional de las mujeres guaraníes, especialmente la técnica de enrollado en la elaboración de cerámica. La metodología combina la investigación bibliográfica sobre territorialidad, memoria colectiva y educación patrimonial con entrevistas a la ceramista Cláudia Jung, explorando la dimensión subjetiva del lugar a través de la afectividad y la pertenencia. Los desastres ambientales no solo han causado pérdidas materiales y desplazamientos humanos, sino que también han sacado a la luz un patrimonio cultural previamente oculto, resaltando la presencia guaraní en la región y abriendo oportunidades para políticas de preservación y musealización. El estudio subraya la importancia de los proyectos de educación patrimonial que valoran tanto el patrimonio material como el inmaterial, destacando el papel protagónico de las mujeres —desde las mujeres guaraníes del pasado hasta las prácticas contemporáneas de la ceramista— y proponiendo reflexiones sobre la relación entre la humanidad y la naturaleza, la memoria y la identidad cultural, la resistencia y la reconstrucción territorial.
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