A derrocada do inconsciente e a burocracia da subjetividade mínima

  • Mário Francis Petry Londero
  • Simone Mainieri Paulon

Resumo

Este artigo analisa os efeitos da subjetividade mínima na clínica e os desafios que a mesma enfrenta ao problematizar o contexto capitalista na atualidade. Através da genealogia, percorre-se a noção produzida sobre a loucura ao longo dos séculos até seu desaguar nos transtornos mentais. O estudo trabalha a noção de desrazão dos gregos, algo amplo, para além do homem; conceitua a loucura da idade clássica, interiorizada no homem a partir da psiquiatria; e finaliza a leitura sobre a loucura com o inconsciente psicanalítico, que interioriza essa força desarrazoada no sujeito. O artigo segue seu curso resgatando o conceito de biopoder, com seus mecanismos de docilização e regulamentação da vida, e sua produção de subjetividade mínima. Subjetividade corporal e orgânica, sem singularidades, na qual o sujeito nada tem a dizer sobre si, apenas sendo resultado de funções químico-cerebrais não funcionais que aparecem na clínica como transtornos mentais.

Publicado
2018-03-26
Como Citar
LONDERO, Mário Francis Petry; PAULON, Simone Mainieri. A derrocada do inconsciente e a burocracia da subjetividade mínima. Revista de Psicologia da Unesp, [S.l.], v. 16, n. 2, p. 12-25, mar. 2018. ISSN 1984-9044. Disponível em: <http://seer.assis.unesp.br/index.php/psicologia/article/view/1039>. Acesso em: 19 dez. 2018.
Seção
Artigos