Apontamentos sobre as práticas psicológicas desenvolvidas nas entidades assistenciais que atendem a crianças e adolescentes pobres

  • Sílvio José Benelli

Resumo

Entendemos que a Psicologia, juntamente com a Pedagogia, faz parte
dos pressupostos que compõem o campo multidisciplinar que compreende a
ação socioeducativa das entidades assistenciais que atendem a crianças e a
adolescentes pobres, considerados em “situação pessoal e social de risco”. Que
tipos de práticas psicológicas poderiam ser encontradas nesses
estabelecimentos? Encontramos evidências de que a lógica menorista ainda em
vigor em muitas entidades assistenciais – que implementam formas
assistenciais predominantemente disciplinares e repressivas, correcionais e
modeladoras – prescinde da Psicologia como prática social transformadora.
Quando encontramos profissionais psicólogos nas entidades assistenciais, não é
incomum que eles desenvolvam ações extremamente tradicionais,
psicoterapêuticas, patologizantes do indivíduo e promotoras de ortopedia do
comportamento, podendo ser denominados de “técnicos da conduta”. Essa
psicologia não está alinhada com a perspectiva cidadã e emancipadora proposta
pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, pautada na noção fundamental de
sujeito social de direitos.

Publicado
2017-09-24
Como Citar
BENELLI, Sílvio José. Apontamentos sobre as práticas psicológicas desenvolvidas nas entidades assistenciais que atendem a crianças e adolescentes pobres. Revista de Psicologia da Unesp, [S.l.], v. 12, n. 2, p. 1 - 30, set. 2017. ISSN 1984-9044. Disponível em: <http://seer.assis.unesp.br/index.php/psicologia/article/view/595>. Acesso em: 19 ago. 2019.
Seção
Artigos