A “POÉTICA DAS MANAS” E A FORMALIZAÇÃO DA DENÚNCIA DAS RELAÇÕES DE TRABALHO NA ESCRITA FEMININA E NEGRA DE NOÉMIA DE SOUSA

Autores

  • Luiz Fernando de França Universidade Federal do Oeste do Pará image/svg+xml
  • Dayana Taveira Paixão Universidade Federal do Oeste do Pará image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.5016/jpatsr68

Palavras-chave:

Noémia de Sousa, poéticas das manas, escrita feminina e negra

Resumo

Neste artigo, analisando os poemas “Godido”, “Apelo” e “Moça das docas”, da escritora moçambicana Noémia de Sousa, tratamos da existência de uma “poética das manas”, entendida aqui como uma experiência de escrita feminina e negra que promove um sentimento de irmandade. Em textos que formalizam e denunciam violentas relações de trabalho no contexto colonial de Moçambique, esta poética agrega um conjunto de estratégias discursivas enunciadas pelo olhar e pela voz de um eu lírico feminino solidário e participante. Na análise desenvolvida, esta solidariedade poética se manifesta na recorrente e simbólica utilização de termos como África, Mãe e Irmã, que estruturam uma linguagem engajada da escritora, bem como potencializam uma Escrevivência advinda de uma mulher negra que fala de si e, ao mesmo tempo, de um coletivo de mulheres negras africanas, moçambicanas, mães, irmãs, trabalhadoras.

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Publicado

2026-08-21

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS/ORIGINAL ARTICLES

Como Citar

A “POÉTICA DAS MANAS” E A FORMALIZAÇÃO DA DENÚNCIA DAS RELAÇÕES DE TRABALHO NA ESCRITA FEMININA E NEGRA DE NOÉMIA DE SOUSA. (2026). Miscelânea: Revista de Literatura e Vida Social, 38, 147-170. https://doi.org/10.5016/jpatsr68