IMAGEM DA MEMÓRIA EM FLORES INCULTAS, DE LUÍZA AMÉLIA DE QUEIROZ
DOI:
https://doi.org/10.5016/svtc5m40Palavras-chave:
Memória. Flores incultas. Passado. Imagem-lembrança.Resumo
Este artigo objetiva analisar o processo memorialístico na obra Flores incultas (2015), de Luíza Amélia de Queiroz, sob o viés da imagem-lembrança. Desta forma, a memória pode ser utilizada no presente, por meio das impressões do sujeito que se pronuncia. Em Flores incultas, há coexistência entre passado e presente, cujas sensações e sentimentos são evidenciados pelo sujeito lírico. O artigo tem como referências basilares os pensamentos de Bergson (1999), Deleuze (2006), dentre outros pesquisadores. A voz poética de Flores incultas se refere às cenas pretéritas particulares e coletivas, cujas imagens memorialísticas emergem revestidas de saudade, dor e melancolia. Constata-se que, ao se direcionar ao passado, o sujeito poético faz uso de imagem-lembrança que corresponde aos principais momentos de sua trajetória de vida.
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