Resquícios da ditadura na narrativa onírica: o trabalho de luto que transcende o pandêmico

Palavras-chave: luto, ditadura militar, pandemia, sonhos, Brasil

Resumo

As narrativas oníricas podem provocar reflexões sobre os obstáculos ao trabalho de luto decorrentes dos protocolos de segurança que impedem rituais de despedida em tempos pandêmicos. O objetivo do ensaio é analisar dois sonhos, cujas cenas remetem às memórias da ditadura. O ponto de aproximação entre os períodos históricos é a experiência de perda de familiares em decorrência da Covid-19 e das ações de um Estado ilegal. No Brasil, nós estamos vivendo crises sanitária, política, econômica e humanitária, pois o modo de gestão presidencial da pandemia demonstra incapacidade para proteger as vidas da população em situação de vulnerabilidade social. O ensaio explicita que os familiares da época da ditadura lutam por justiça e reconhecimento da trajetória de vida revolucionária de seus entes queridos, enquanto no momento pandêmico atual há discurso e ação de estadistas que negam o direito à vida dos homens e das mulheres comuns que compõem uma nação

Biografia do Autor

Jussara de Souza Silva, Universidade Federal de São Paulo

Graduanda em Psicologia pela Universidade Federal de São Paulo

Pedro Ainis Malischesqui Paegle, Universidade Federal de São Paulo

Graduando em Psicologia pela Universidade Federal de São Paulo

Jeniffer Cambi de Freitas, Universidade Federal de São Paulo

Graduanda em Psicologia pela Universidade Federal de São Paulo

Jaquelina Maria Imbrizi, Universidade Federal de São Paulo

Professora Associada na Graduação e no programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo

Publicado
2022-03-09
Seção
Ensaios