Permanências e persistências da territorialização luso- brasileira em Vitória, Espírito Santo, Brasil. O “quarteirão da Muniz Freire” como sedimento patrimonial
Palabras clave:
territorialização, quarteirão urbano, patrimônio, matriz luso-brasileira, Vitória (ES)Resumen
Por aproximadamente 300 anos, a instalação luso-brasileira se estabelece de maneira dispersa e, com exceções, até o século XVIII, implementou modelos e padrões de ocupação territorial da terra de origem. Nesse contexto histórico, a Vila de Nossa Senhora de Vitória, instalada em 1551, situa-se entre as mais antigas do país. Correspondente ao centro histórico de Vitória, o “núcleo fundacional” permanece e persiste, com perdas, como sedimento patrimonial. Visando essa interpretação, adota-se uma dupla narrativa: histórico-estrutural e morfotipológica, com aplicação no “Quarteirão da Muniz Freire”. Faz isso por reconhecimento de configurações identitárias do ciclo de territorialização luso-brasileiro e representação de seu “morfotipo urbano”, com leitura da área de estudo, levantamento de dados e verificação da documentação e iconografia histórica. O resultado, o reconhecimento de sua condição singular e de sua “coerência orgânica”, consubstancia o “Quarteirão da Muniz Freire” como obra de arte, a ser mantida por sua significância ímpar.
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