Chamada de contribuições para o volume 30

2020-06-29

Tema: Seiscentistas Quatrocentões

Organizadores: Carlos Eduardo Mendes de Moraes (UNESP) e Francisco Topa (Universidade do Porto)

Prazo máximo para remessa de originais: 11 de janeiro de 2021

Ementa: O colóquio Seiscentistas Quatrocentões: para uma revisão da Literatura Barroca Luso-Brasileira realizou-se em 9 de dezembro de 2019 na Universidade do Porto, Portugal, como iniciativa patrocinada pelo Centro de Investigação Transdisciplinar – CITCEM, Fundação para a Ciência e a Tecnologia – FCT e a Faculdade de Letras da Universidade do Porto – FLUP, organizado pelos Professores Dr. Francisco Topa, Dra. Márcia Edlene Mauriz Lima e Dra. Maria do Céu Duarte. 

Na oportunidade, o autor homenageado foi o poeta João Sucarelo, lembrado na sessão de abertura com a palestra “O disparte do esquecimento: João Sucarelo”, ministrado pela Dra. Maria do Céu Duarte, seguida por outros trabalhos relacionados com temas seiscentistas, tratados tanto no âmbito das pesquisas em Portugal e no Brasil. O evento, tão bem-sucedido, permitiu a confluência e intercâmbio de ideias e propostas de vários estudiosos e pesquisadores ali reunidos. Nas palavras registradas pela Comissão Organizadora, 

 

A passagem dos quatrocentos anos do nascimento do poeta satírico João Sucarelo Claramonte (*1619 †1668), conhecido como o poeta dos disparates do Porto, serve de pretexto para uma tentativa de balanço em torno do barroco luso-brasileiro. Depois dos trabalhos de Maria de Lurdes Belchior e de Vítor Manuel de Aguiar e Silva, foram surgindo nas duas últimas décadas – quase sempre sob a forma de dissertações e teses – uma série de importantes obras sobre os autores que Teófilo Braga designou como seiscentistas, entre os quais Jerónimo Baía, D. Feliciana de Milão, Gregório de Matos, Jorge da Câmara, D. Tomás de Noronha, António da Fonseca Soares, Barbosa Bacelar, Gonçalo Soares da Franca ou João Sucarelo Claramonte, contemplando frequentemente questões mais teóricas que envolvem a literatura da época.

Apesar disso, os autores referidos representam apenas uma pequena amostra do conjunto considerável de poetas que pululam, como refere Aguiar e Silva, “nos numerosos cancioneiros e miscelâneas” de seiscentos. A produção poética do barroco português carece ainda de um verdadeiro levantamento, estudo e sistematização. Alguns autores já têm a sua obra total ou parcialmente recenseada e editada, mas muitos outros permanecem esquecidos, correndo-se o risco da sua perda sem que apurem questões essenciais, como a de saber se houve um barroco caracteristicamente autóctone.

Pensamos pois que esta é a altura de rever o cenário, dando a palavra a quem vem trabalhando nesta área.

 

Na altura, foi proposta a organização e publicação de um volume resultante dos debates ali ocorridos, ação que, no momento em que o planeta se encontra atingido por grave crise sanitária, teve parte de sua operacionalização prejudicada. Entretanto, em entendimentos entre os idealizadores e estreitando laços acadêmicos, convencionou-se apresentar os resultados neste número temático da Miscelânea, como forma de consolidação da parceria CITCEM / FCT / FLUP / PPGL da FCL Assis dentro da proposta de internacionalização amparada também pelo programa CAPES PrInt / UNESP. Observa-se que o número é aberto também para outras contribuições que dialoguem com o tema central e permitam a continuação, mesmo à distância, do colóquio, que comemora os quatrocentos anos de nascimento de Sucarelo ao mesmo tempo em que problematiza, no âmbito geral, questões da literatura luso-brasileira. 

A Miscelânea, cumprindo seus objetivos de promover o debate dentro das linhas que compõem o Programa de Pós-Graduação em Letras da FCL Assis, manifesta assim a importância de ser o veículo de divulgação do evento.