QUANDO AS SOMBRAS DA MODERNIDADE ILUMINAM O LEITOR PÓS-MODERNO

O NIILISMO DE MEURSAULT COMO POTÊNCIA MOBILIZADORA DE AFETOS

  • Samuel Henrique Machado
  • Rafael Eisinger Guimarães

Resumo

O objetivo deste artigo é propor uma leitura do niilismo da personagem Meursault, do romance O estrangeiro de Albert Camus (2017), como um elemento potencialmente mobilizador de uma ética para os sujeitos leitores na chamada pós-modernidade. Para tanto, iremos analisar algumas das principais teorizações de pensadores da pós-modernidade, em especial Jean-François Lyotard (2004), Stuart Hall (2011) e Zygmunt Bauman (1998), no que tange, sobretudo, à crise de sentidos legitimadores para as identidades individuais na contemporaneidade. À luz de tais concepções, e lançando mão das ferramentas teórico-metodológicas da narratologia, verifica-se que o protagonista da obra em questão revela uma potência mobilizadora de afetos para a construção de novos referenciais simbólicos ao ethos contemporâneo.

Publicado
2018-09-12
Como Citar
MACHADO, Samuel Henrique; EISINGER GUIMARÃES, Rafael. QUANDO AS SOMBRAS DA MODERNIDADE ILUMINAM O LEITOR PÓS-MODERNO. Miscelânea: Revista de Literatura e Vida Social, [S.l.], v. 23, p. 287-305, set. 2018. ISSN 1984-2899. Disponível em: <http://seer.assis.unesp.br/index.php/miscelanea/article/view/1171>. Acesso em: 20 set. 2018.
Seção
ARTIGOS ORIGINAIS/ORIGINAL ARTICLES