A ESCRITA LITERÁRIA COMO POSSIBILIDADE DE ABSOLVIÇÃO

UM ESTUDO SOBRE METAFICÇÃO EM LIS NO PEITO: UM LIVRO QUE PEDE PERDÃO, DE JORGE MIGUEL MARINHO

  • Cloves da Silva Junior Instituto Federal de Goiás, Secretaria de Estado de Educação de Goiás, Universidade Federal de Goiás
  • Ludmila Santos Andrade Secretaria de Estado de Educação de Goiás/Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística (UFG)
  • Zênia de Faria Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística (UFG)
Palavras-chave: Metaficção, Literatura juvenil contemporânea, Leitor

Resumo

Este trabalho tem como objetivo desenvolver um estudo sobre a presença da estratégia metaficcional no romance Lis no peito: um livro que pede perdão (2006), de Jorge Miguel Marinho, no intuito de identificar e analisar os recursos textuais utilizados para a consolidação desse artifício da narrativa, que consiste no desnudamento do processo de escrita ficcional. A pesquisa propõe uma reflexão sobre a interação estabelecida entre o texto e o leitor, o qual é convidado a refletir sobre os acontecimentos da narrativa e decidir se o personagem Marco César é culpado ou não pela maldade cometida. Levanta-se a hipótese de que essa interação contribui para o estreitamento da relação entre a literatura e o leitor juvenil, o qual assume um papel de coautoria junto ao texto literário. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica com base nos pressupostos teóricos de Coelho (2000; 2010), Hutcheon (1984), Waugh (1985), dentre outros.

Biografia do Autor

Cloves da Silva Junior, Instituto Federal de Goiás, Secretaria de Estado de Educação de Goiás, Universidade Federal de Goiás

Aluno regular do curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística (Área de concentração: Estudos Literários) da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás. Mestre em Letras e Linguística - Área de concentração: Estudos Literários (2016) pela mesma instituição, com pesquisa financiada pela CAPES. É especialista em Língua Portuguesa, Literatura e Ensino (2012) pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) - Câmpus de São Luís de Montes Belos. Licenciado em Letras-Português/Inglês e respectivas literaturas (2009) pela UEG - Câmpus de Jussara. É professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Classe D-I, Nível 1) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (Câmpus Itumbiara), e professor efetivo (nível IV) da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte de Goiás (SEDUCE/GO). Possui experiência nas áreas de Formação de Professores de Língua Portuguesa e Literatura, Formação do leitor, Literatura Brasileira contemporânea, Relações entre violência e poder na literatura e Prosa de Rubem Fonseca.

Ludmila Santos Andrade, Secretaria de Estado de Educação de Goiás/Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística (UFG)

Doutoranda na área de Estudos Literários pelo Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás. Mestre em Estudos Literários pelo Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás (FL - UFG), com pesquisa financiada pela CAPES (2016). Especialista em Neuropedagogia pela Faculdade Brasileira de Educação e Cultura FABEC (2010). Licenciada em Letras - Português/Inglês e respectivas literaturas União das Faculdades Alfredo Nasser - UNIFAN (2008). Atualmente, é Professora - IV do Quadro Efetivo da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte do Estado de Goiás (SEDUCE/GO).

Zênia de Faria, Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística (UFG)

Professora Titular de Literatura Francesa da Universidade Federal de Goiás (aposentada), onde ainda leciona Literatura Comparada e Teoria Literária como membro efetivo do Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística. Mestre em Letras Modernas/Francês (U. de Limoges/França). Doutora em Teoria Literária e Literatura Comparada (USP). Pós-doutorado no Centre d'Études et de Recherches Comparatistes, do Instituto de Literatura Comparada da Universidade de Paris III - Sorbonne Nouvelle, onde também foi Professora Convidada, no Instituto de Estudos Portugueses e Brasileiros.

Publicado
2020-01-16
Seção
ARTIGOS ORIGINAIS/ORIGINAL ARTICLES