POESIA E FRONTEIRA

COTIDIANO, VIDA, ARTE

  • Fabiana Giovani
  • Moacir Lopes de Camargos

Resumo

Este artigo visa a discutir, a partir de um viés sociológico, as obras poéticas Noite nu norte (2011) e Viento de Nadie (2013), escritas em portunhol, do poeta uruguaio Fabián Severo. Estas obras revelam a fronteira entre as cidades de Quaraí (Brasil, RS) e Artigas (Uruguai). Para analisar o trabalho com a linguagem presente nestas obras, tomamos como referencial norteador as discussões sobre a proposta sociológica para a análise poética de Volochínov (2013). Pudemos perceber com a análise dos poemas que estes retratam muito além das possibilidades gramaticais de uma dada língua. Foi possível observar que a língua, para o poeta, é completamente permeada por entonações vivas, avaliativas e por orientações sociais, com as quais ele luta no seu processo de criação estética. A partir dessas perspectivas, ele escolhe esta ou aquela forma linguística, esta ou aquela expressão, fazendo interagir língua e fronteira no diálogo entre vida, cotidiano e arte.

Publicado
2017-08-02
Como Citar
GIOVANI, Fabiana; LOPES DE CAMARGOS, Moacir. POESIA E FRONTEIRA. Miscelânea: Revista de Literatura e Vida Social, [S.l.], v. 21, p. 109-122, ago. 2017. ISSN 1984-2899. Disponível em: <http://seer.assis.unesp.br/index.php/miscelanea/article/view/15>. Acesso em: 18 dez. 2017.
Seção
ARTIGOS ORIGINAIS/ORIGINAL ARTICLES