Avaliação histórica dos impactos ambientais no rio Cochó decorrentes da expansão da cidade de Seabra, BA (1970 - 2020)

Palavras-chave: expansão urbana, planejamento ambiental urbano, degradação, educação ambiental, recuperação

Resumo

Esta pesquisa avaliou historicamente a expansão da cidade de Seabra e os impactos ambientais e socioeconômicos relacionados ao rio Cochó. Os resultados apontaram que o município se destacou de diferentes formas na Chapada Diamantina e que o rio Cochó  revelou-se um fator atrativo para o desenvolvimento local. Evidenciou-se a relação da degradação do rio com a ausência de planejamento ambiental urbano e com a falta de sensibilização coletiva quanto à importância do corpo hídrico. Elencaram-se medidas associadas à recuperação do rio, ao planejamento ambiental urbano e à educação ambiental e histórica, reafirmando-se a relação entre a história de um local e seus desdobramentos socioambientais, através da avaliação do processo de expansão da cidade de Seabra e a degradação do rio Cochó

Biografia do Autor

Bruna Leite Figueredo

Técnica em Meio Ambiente pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), Seabra/BA. Graduanda em Psicologia pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Santo Antônio de Jesus/BA.

Raiane Souza Ferreira dos Santos

Técnica em Meio Ambiente pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), Seabra/BA. Graduanda em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Feira de Santana/BA.

Eliana Evangelista Batista, Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (IFBA)

Doutora em História pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador/BA. Docente de História no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (IFBA), Seabra/BA.

Francisco Alves Ramon do Nascimento, Universidade Federal da Bahia

Doutor em Engenharia Industrial pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador/BA. Docente na Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador/BA

Referências

ABU-EL-HAJ, Jawdat. Da "Era Vargas" à FHC: transições. Revista de Ciências Sociais, v. 36 n. 1/2, p. 33-51, 2005.

BAPTISTA, Márcio Benedito; CARDOSO, Adriana Sales. Rios e cidades. Revista da Universidade Federal de Minas Gerais, v. 20, n. 2, p. 124-153, 2013.

BARRETO, Luciano Vieira et al. Eutrofização em rios brasileiros. Enciclopédia Biosfera, Centro Científico Conhecer-Goiânia, v. 9, n. 16, p. 2165-2179, 2013.

BRASIL. Decreto nº 24.643, de 10 de julho de 1934. Decreta o Código de Águas. Legislação para o controle e administração do poder público no “aproveitamento industrial das águas”. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, [S.l.], 10 jul. 1934. Disponível em: www.planalto.gov.br/ccvil - 03/decreto/d24643.htm. Acesso em: 12 fev. 2021.

BRASIL. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 12 fev. 1998. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm. Acesso em: 04 dez. 2020.

BRASIL. Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001. Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 11 jul. 2001. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10257.htm. Acesso em: 18 fev. 2020.

BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nºs 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nºs 4.771, de 15 de setembro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória nº 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 28 mai. 2012. Disponível em: https://bit.ly/2El8fVh. Acesso em: 17 mai. 2020.

CAMPANILI, Maura. Por que precisamos recuperar a Mata Atlântica?. In: MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Mata Atlântica: patrimônio nacional dos brasileiros. 2. ed. Brasília, DF: [s. n.], 2010, p. 15-24.

CASTRO, César Nunes de; PEREIRA, Caroline Nascimento. Revitalização do Rio São Francisco. Boletim regional, urbano e ambiental do IPEA, v. 17, p. 69-76, 2017.

CODATO, Marcos Vinícius Ferreira. Poluição visual e sonora: uma relação conturbada entre meio ambiente e sociedade. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental-REGET, v. 18, n. 14, p. 1312-1317, 2014.

DINIZ, Eliezer Martins. Rio+10 results. Revista do Departamento de Geografia, v. 15, p. 31–35, 2002.

FIGUEREDO, Bruna Leite; SANTOS, Raiane Souza Ferreira dos. Avaliação histórica dos impactos ambientais no Rio Cochó decorrentes da expansão da cidade de Seabra Bahia (1922-2020). 2020. Monografia (Técnico em Meio Ambiente) - Instituto Federal da Bahia, Seabra, 2020.

FREITAS, Vasco Peixoto de; GUIMARÃES, Ana Sofia. Tratamento da humidade ascensional no património histórico. Revista ALCONPAT, v. 4, n. 1, p. 1-13, 2014.

GEOBAHIA, Mapas Interativos. Imagem aérea da cidade de Seabra BA (2009/2010), com representação da hidrografia (linhas azuis). Seabra, 2020. 1 imagem de satélite, color. Intervalo de tempo: de 2009 a 2010. Disponível em: http://geobahia.inema.ba.gov.br/geobahia5/interface/openlayers.htm?h94ncqkomoqmsgv86fspqltvh3. Acesso em: 15 fev. 2020.

HOBSBAWM, Eric J. Da Revolução industrial inglesa ao Imperialismo. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Forense Universitária, 1983.

IBGE. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Volume XXI, Rio de Janeiro, 1958, p. 351-352.

IBGE. Panorama Seabra. In: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. IBGE. [S. l.], 2010. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ba/seabra/panorama. Acesso em: 25 ago. 2019.

INDICADORES Municipais: Seabra. In: Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (Bahia). SEI. [S. l.], 09 set. 2019. Disponível em: https://bit.ly/2BuRYfk. Acesso em: 10 abr. 2020.

NASCIMENTO, Maria Medrado. Comunidades nativas e áreas de preservação: tensões entre políticas ambientais e o uso do território no Parque Nacional da Chapada. 2018. 282 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) - Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2018.

NOVAIS, Marcos Paulo Souza. Aspectos da apropriação e ocupação do espaço na microbacia Rio do Ouro, Jacobina – Bahia e suas repercussões socioambientais. In: XVI ENCONTRO DE GEÓGRAFOS BRASILEIROS, 2010, Porto Alegre. Anais. Porto Alegre: Associação dos Geógrafos Brasileiros, 2010, p. 1-11.

PENNA, Tainah Virginia Cypriano. Rios urbanos e paisagem: do convívio à navegação em Cachoeira de Itapemirim - ES. 2017. 196 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) - Universidade Federal do Espírito Santo, Espírito Santo, 2017.

QUEM NUNCA sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar. Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela. Composição: Beto Rocha, Elson Ramires, Girão, J. Sales, Neizinho Do Cavaco, Paulo Lopita, Samir Trindade. Rio de Janeiro, 2017. Disponível em: http://www.gresportela.org.br/Historia/DetalhesAno?ano=2017. Acesso em: 12 jan. 2021.

SANTOS JÚNIOR, Valdevino José dos; SANTOS, Carolina Oliveira. A evolução da urbanização e os processos de produção de inundações urbanas. Estação Científica (UNIFAP), v. 3, n. 1, p. 19-30, 2013.

SEABRA. Lei Complementar Municipal n. 01 / 2006, de 10 de outubro de 2006. Dispõe sobre o Plano Diretor Participativo do Município de Seabra e dá outras providências. Diário oficial: Prefeitura municipal de Seabra, Salvador, BA, 21 out. 2006. Disponível em: https://bit.ly/2WXrZVj. Acesso em: 16 set. 2019.

SEABRA. Lei nº 498/2013, de 21 de dezembro de 2013. Estabelece a Política Municipal do Meio Ambiente e da Proteção à Biodiversidade, institui o Fundo Municipal do Meio Ambiente – FMMA e cria o Sistema Municipal do Meio Ambiente – SISMUMA, do Município de Seabra, Bahia e dá outras providências. Diário Oficial do Município, Seabra, BA, 18 set. 2014. Disponível em: https://bit.ly/3009ilZ. Acesso em: 25 set 2019.

SILVA, Elmo Rodrigues da. O Curso da água na História: simbologia, moralidade e a gestão de recursos hídricos. 1998. 201 f. Tese de Doutorado. Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública, Rio de Janeiro, 1998.

SOUSA, Ana Cristina Augusto de. A evolução da política ambiental no Brasil do século XX. Revista de Ciência Política, n. 26, nov./dez. 2005.

SOUZA, Eliane Melo de; CARPI JR., Salvador. O rio tietê em Santana de Parnaíba e Barueri: educação ambiental focada nas memórias de um rio limpo. In: DIAS, Leonice Seolin; LEAL, Antonio Cezar; CARPI JR., Salvador. (org.). Educação ambiental: conceitos, metodologias e práticas. 1. ed. Tupã: ANAP, 2016, p. 45-65.

VAZ, Jucimar de Souza. O jogo ideológico e seus reflexos nos discursos de moradores de Seabra sobre a Marcha Coluna Prestes. Garimpus-Revista de Linguagens, Educação e Cultura na Chapada Diamantina, v. 1, n. 1, p. 1-18, 2018.

Publicado
2021-06-29
Como Citar
FIGUEREDO, B. L.; SOUZA FERREIRA DOS SANTOS, R.; EVANGELISTA BATISTA, E.; ALVES RAMON DO NASCIMENTO, F. Avaliação histórica dos impactos ambientais no rio Cochó decorrentes da expansão da cidade de Seabra, BA (1970 - 2020). Faces da História, v. 8, n. 1, p. 50-69, 29 jun. 2021.