UM ENIGMA DO BARROCO LUSO-BRASILEIRO

Palavras-chave: Cláudio Grugel do Amaral, Frei Bernardo de Brito, Poesia barroca, Paródia

Resumo

Cláudio Grugel do Amaral (Rio de Janeiro, c. 1681-Lisboa, 1752) é um poeta (luso-)brasileiro cuja obra, reunida num volume manuscrito, ficou inédita. De conteúdo globalmente satírico, a sua poesia – cuja edição será apresentada no decurso de 2020 – constitui, pelo menos em parte, uma paródia a uma conhecida obra do quinhentismo português: Sílvia de Lizardo (1597), de Frei Bernardo de Brito (1569-1617). O artigo dá conta do diálogo entre o poeta brasileiro e o polígrafo português, tendo o cuidado de apresentar devidamente a desconhecida obra do primeiro.

Biografia do Autor

Francisco Topa, Universidade do Porto

Francisco Topa (n. Porto, 1966) é Professor Associado do Departamento de Estudos Românicos da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, lecionando nas áreas de Literatura e Cultura Brasileiras, Crítica Textual, Literaturas Africanas de Língua Portuguesa e Literaturas Orais e Marginais. Doutorou-se em Literatura, em 2000, na mesma Faculdade, com uma tese sobre o poeta barroco Gregório de Matos. Obteve em 2016, também na FLUP, o título de Agregado em Estudos Literários, Culturais e Interartísticos, especialidade de Literatura e Cultura. É, desde 2019, o responsável pela Cátedra Agostinho Neto na FLUP.

A sua investigação tem estado dirigida para a literatura portuguesa e brasileira dos séculos XVII e XVIII, para as literaturas africanas de língua portuguesa e para algumas áreas da literatura oral e marginal. Dentre a centena de trabalhos que publicou é possível destacar José da Silva Maia Ferreira – Espontaneidades da minha alma. Edição fac-similada (introdução e organização, 2018); Ernesto Marecos – Juca, a matumbola e outros textos angolenses (introdução e edição, 2018); Estudos de literatura brasileira em Portugal: travessias (organização; com Solange Fiuza Cardoso e Joelma Santana Siqueira; 2016); Manuel dos Santos Lima, escritor angolano tricontinental (organização; com Irena Vishan; 2016); De “Luuanda” a Luandino: veredas (organização; com Elsa Pereira; 2015); Luandino por (re)conhecer: uma entrevista, estórias dispersas, bibliografia (2014); Um G(onç)alo Renascido: poesia inédita do brasílico Gonçalo Soares da Franca (2012); Poesia inédita de Luís António Vernei (2001).

Publicado
2022-01-24
Seção
ARTIGOS ORIGINAIS/ORIGINAL ARTICLES