Relações étnicas na obra de Eurípides (século V a.C.)

uma análise de Alceste, Héracles e Andrômaca

  • Renata Cardoso de Sousa Universidade Federal do Rio de Janeiro

Resumo

Nosso objetivo é analisar como podemos perceber a existência de fronteiras étnicas dentro das tragédias euripidianas, de modo a inserir esse discurso em uma formação discursiva helênica e, sobretudo, ateniense. Para tal, utilizaremos como norte teórico as ideias acerca da etnicidade, elaboradas por Fredrik Barth, e de alteridade-identidade, de Marc Augé. Defendemos que, ao longo da obra de Eurípides, há um esforço em reforçar as fronteiras étnicas existentes nos moldes já conhecidos pela audiência e com a inserção de novos elementos, embora haja uma certa crise da “ideologia pericleana” (como chama Fabio Turato a ideia propagada da grandiosidade de Atenas) e uma tenuidade cada vez maior da fronteira entre o grego e o bárbaro. Isso é feito a fim de criar um discurso que chame a atenção para a possibilidade do grego se tornar, ele mesmo, um bárbaro.

Publicado
2018-01-03
Como Citar
CARDOSO DE SOUSA, Renata. Relações étnicas na obra de Eurípides (século V a.C.). Faces da Historia, [S.l.], v. 4, n. 2, p. 73-92, jan. 2018. ISSN 2358-3878. Disponível em: <http://seer.assis.unesp.br/index.php/facesdahistoria/article/view/163>. Acesso em: 16 jan. 2018.