O campo da História Antiga na Pós-Modernidade

do produtivismo ao consumo hipermidiático

  • Rafael Virgilio de Carvalho Unesp
  • Daniela Dias Gomide USP
Palavras-chave: História Antiga; Pós-Modernidade; Memória.

Resumo

O campo da História Antiga é muito mais amplo do que tem sido pensado. Ele se estende de sua produção acadêmica, propriamente científica, a todos os tipos de leitores que, cada qual ao seu jeito, interpretam as narrativas históricas incorporando memórias cada vez mais individualizadas por práticas chamadas, genericamente, de pós-modernas. Assim, para pensar o sujeito e a construção de sua identidade histórica é preciso refletir sobre o produtivismo que impera no âmbito científico e as práticas por meio das quais a memória relativa a Antiguidade é consumida e incorporada ordinariamente pelos indivíduos. Para tanto, alguns conceitos do campo da Sociologia e da Comunicação precisam ser mobilizados e trazidos para se pensar a História, tornando-se iminente a percepção das consequências socioculturais advindas do uso global das novas tecnologias da comunicação. Isso deve ocorrer fundamentalmente dentro da área de pesquisa voltada para a História Antiga, cujas contribuições científicas se mostram progressivamente menos valorizadas, de modo que os historiadores percebam não apenas a disciplina historiográfica em que estão inseridos, como também o trânsito de sujeitos e objetos socioculturais que existe por entre os polos de produção e de consumo das narrativas sobre a Antiguidade.

Biografia do Autor

Rafael Virgilio de Carvalho, Unesp

Mestre em História e Sociedade pela Unesp. Doutorando em História e Sociedade pela Unesp.

Daniela Dias Gomide, USP

Mestre em Comunicação Midiática pela Unesp. Doutoranda em Telessaúde pela USP.

Publicado
2018-01-03
Como Citar
DE CARVALHO, R. V.; GOMIDE, D. D. O campo da História Antiga na Pós-Modernidade. Faces da História, v. 4, n. 2, p. 151-164, 3 jan. 2018.