Uma usina hidrelétrica ao sul do Brasil: tombar para preservar?

  • Daniela PISTORELLO

Resumo

A Usina Hidrelétrica Gustavo Richard, uma das primeiras construídas no estado catarinense no início do século XX, foi a responsável pelo abastecimento de energia elétrica da capital até 1972, ano de sua desativação. Desde então sua edificação passou a sofrer as ações do tempo, motivo este que justificou seu tombamento. Considerando a complexidade do patrimônio industrial em questão e do tombamento como um instrumento de salvaguarda repleto de tensões, este artigo tem o objetivo de analisar os diferentes valores atribuídos à usina hidrelétrica Gustavo Richard presentes no seu processo de tombamento homologado em 2005. De forma geral, a pesquisa apontou que, tão importante quanto tombar o bem, é atentar para a importância de sua reutilização, discussão fundamental no trato do patrimônio industrial na contemporaneidade.

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Daniela PISTORELLO

Doutora em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atualmente sou bolsista do Programa Nacional de Pós-Doutorado/CAPES da Universidade Estadual de Santa Catarina – UDESC. Desenvolvo pesquisas relativas ao patrimônio cultural do estado de Santa Catarina, com ênfase em Patrimônio Industrial. Integro Laboratório de Patrimônio Cultural (LabPac), desenvolvo atividades no Laboratório de Ensino de História (Leh) participando das reuniões com alunos da graduação em História no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid).

Publicado
2017-09-07
Como Citar
PISTORELLO, Daniela. Uma usina hidrelétrica ao sul do Brasil: tombar para preservar?. Faces da Historia, [S.l.], v. 4, n. 1, p. 30-52, set. 2017. ISSN 2358-3878. Disponível em: <http://seer.assis.unesp.br/index.php/facesdahistoria/article/view/403>. Acesso em: 19 nov. 2017.
Seção
Artigos para Dossiê