Escravizadas na província da paraíba: trabalho e opressão na sociedade escravista (1850-1888)

  • Larissa Bagano DOURADO

Resumo

A aprovação da Lei no 10.639/03 tornou obrigatório a inclusão da História da África e da Cultura Afro-brasileira no âmbito escolar. A partir daí muitas pesquisas referentes à população negra, as quais até então circulavam em ambiente acadêmico, passaram a adentrar as escolas. Pensando nisso o presente trabalho tem o intuito de demonstrar como a sociedade escravista oitocentista, além de ter uma população profundamente racializada e hierarquizada, em relação à cor e a condição jurídica (livre, liberto/a ou escravizado/a), também apresentava uma profunda desigualdade da condição de gênero entre mulheres e homens. Demonstraremos algumas formas de trabalho ocupados pelas escravizadas na província da Paraíba, além da opressão e a violência que estavam presente no seu cotidiano. Acredita-se assim que novas pesquisas que demostrem o cotidiano, a cultura e a resistência das mulheres negras e escravizadas podem contribuir para uma educação antirracista e antissexista.

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Larissa Bagano DOURADO

Mestranda do Programa de Graduação em História (PPGH) da Universidade Federal da Paraíba bolsista CAPES e integrante do grupo de pesquisa “Cultura e Sociedade no Nordeste Oitocentista”, coordenado pelas Profas. Dras. Solange Rocha e Serioja Mariano.

Publicado
2017-09-07
Como Citar
DOURADO, Larissa Bagano. Escravizadas na província da paraíba: trabalho e opressão na sociedade escravista (1850-1888). Faces da Historia, [S.l.], v. 4, n. 1, p. 241-258, set. 2017. ISSN 2358-3878. Disponível em: <http://seer.assis.unesp.br/index.php/facesdahistoria/article/view/415>. Acesso em: 22 set. 2017.