As transformações no conceito de patrimônio do IPHAN e suas práticas de tombamento no estado do Espírito Santo

Autores

  • Lorraine Oliveira Nunez

Palavras-chave:

PATRIMÔNIO CULTURAL, DISCURSO, IDENTIDADE

Resumo

A proposta neste artigo é estabelecer uma discussão sobre alguns dos aspectos da trajetória de preservação do patrimônio cultural no Brasil, em especial no que se refere à ação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O campo empírico está centrado na análise e recuperação de uma reflexão que auxilie no entendimento de determinadas escolhas de narrativas e como estas foram operadas ao longo do processo de patrimonialização do Espírito Santo. Com esse estudo pretendemos demonstrar os embates, apropriações em torno da categoria “patrimônio” como uma construção social que se transforma com a sociedade e, a partir daí, de que maneiras foram elaboradas concepções de memória, história, passado e cultura por meio de nem sempre estáveis mecanismos de preservação.

Biografia do Autor

Lorraine Oliveira Nunez

Mestre em Preservação do Patrimônio Cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. Rua Campo Belo, 227, Bairro: Furnas, CEP: 37945-000 São José da Barra/MG Esta pesquisa contou com financiamento CAPES.

Referências

ANDRADE, Rodrigo Melo Franco de. A defesa do patrimônio histórico e artístico nacional. In: ANDRADE, Rodrigo Melo Franco de. Rodrigo e o Sphan: coletânea de textos sobre o patrimônio cultural. Rio de Janeiro: MinC/Fundação Pró-Memória, 1987.

ARANTES, Antônio Augusto (Org.). Produzindo o passado. Estratégias para a construção do patrimônio cultural. São Paulo: Brasiliense, 1984.

BAUER, Letícia. O arquiteto e o zelador: patrimônio cultural, história e memória. 2006. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2006.

CHOAY, Françoise. A alegoria do patrimônio. 3. ed. São Paulo: Estação Liberdade/UNESP, 2006a.

CHUVA, Márcia. Entre vestígios do passado e interpretações da História. Introdução aos estudos sobre patrimônio cultural no Brasil. In: CUREAU, S.; KISHI, S; SOARES, I. (Org). Olhar multidisciplinar sobre a efetividade da proteção do patrimônio cultural. Belo Horizonte: Fórum, 2011. p. 37-49.

FONSECA, Maria Cecília Londres. O patrimônio em processo: trajetória da política federal de preservação no Brasil. Rio de Janeiro: UFRJ/Iphan, 1997.

FONSECA, Maria Cecília Londres. O patrimônio em processo: trajetória da política federal de preservação no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ/IPHAN, 2005.

GONÇALVES, Reginaldo (2002). A retórica da perda: os discursos do patrimônio cultural no Brasil. 2 ed. Rio de Janeiro: edUFRJ/IPHAN.

HOBSBAWM, Eric; RANGER, Terence (Org.). A invenção das tradições. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.

ICOMOS. Declaração do México (1985). In: CURY, Isabelle (Org.). Cartas Patrimoniais. Caderno de Documentos, n. 3. Brasília: IPHAN, 1995. p. 311-319. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br Acesso em 19 dez. 2014.

ICOMOS. Carta de Quito (1967). In: CURY, Isabelle (Org.). Cartas Patrimoniais. Caderno de Documentos, n. 3. Brasília: IPHAN, 1995. p. 311-319. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br Acesso em 19 dez. 2014.

LUCENA, Adriana. Migração italiana no Espírito Santo: ocupação territorial e herança cultural. In: IPHAN. Patrimônio: práticas e reflexões. Rio de Janeiro: Iphan/COPEDOC, 2007, p.1. Disponível em: http://www.iphan.gov.br Acesso em 05 ago. 2014.

MOTTA, Lia; SILVA, Maria Beatriz Resende (Org). Inventários de Identificação. Rio de Janeiro: Iphan, 1998.

NOGUEIRA, Antonio Gilberto R. Por um inventário dos sentidos: Mário de Andrade e a concepção de patrimônio e inventário. São Paulo: Hucitec/Fapesp, 2005.

PRATS, Llorenç. Antropología y patrimonio. Barcelona: Ariel, 1997.

RIEGL, Alois. El culto moderno a los monumentos. Caracteres y origen. Madrid: Visor Distribuciones, 1987.

RUBINO, Silvana. O mapa do Brasil passado. Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, n. 24, p. 96-105, 1996.

SAIA, Luis. Notas sobre a arquitetura rural do segundo século.In: Revista do Sphan, no. 8.Rio de Janeiro: MES, 1944, pp 211-275.

SALVALAIO, Renata Cerqueira de Nascimento. Política Oficial de Preservação em Vitória: análise de uma trajetória (1990-2000). 2008. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Artes, Vitória, 2008.

SANT’ANNA, Márcia. Da cidade-monumento à cidade-documento: a Trajetória da Norma de Preservação de Áreas Urbanas no Brasil (1937- 1990). Dissertação de Mestrado em Arquitetura e Urbanismo, Área de Concentração: Patrimônio e Restauro. Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal da Bahia, Salvador, 1995.

SANTOS, Mariza Veloso Motta. Nasce a Academia Sphan. Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, n. 24, p. 77-95, 1996.

WIKIPÉDIA. John Ruskin. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Tuskin. Acesso em 16 de setembro de 2016.

SECULT. Arquitetura. Vitória: Secult, 2009.

Downloads

Publicado

2017-09-06

Como Citar

NUNEZ, Lorraine Oliveira. As transformações no conceito de patrimônio do IPHAN e suas práticas de tombamento no estado do Espírito Santo. Faces da História, [S. l.], v. 3, n. 2, p. 194–212, 2017. Disponível em: https://seer.assis.unesp.br/index.php/facesdahistoria/article/view/390. Acesso em: 25 jun. 2024.