Memoria en disputa

El Memorial de la Lucha por la Justicia como espacio de resistencia e identidad

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5016/pem.v21.e3875

Resumen

Este artículo analiza el futuro Memorial de la Lucha por la Justicia, ubicado en el antiguo edificio de las Auditorías Militares en São Paulo, como lugar de memoria. También analiza su papel en la preservación de la memoria política y en la construcción de identidades colectivas. A través de la reinterpretación de un espacio anteriormente asociado a la represión durante la dictadura civil-militar brasileña (1964-1985), el Memorial actúa como dispositivo de denuncia, reparación simbólica y elaboración del trauma colectivo. El estudio examina las disputas simbólicas y políticas en torno a este espacio patrimonial, basándose en teóricos como Pierre Nora y Elizabeth Jelin, para comprender cómo los lugares de memoria contribuyen a la formación de una conciencia histórica y ciudadana. La investigación pone de relieve la importancia del Memorial como instrumento de educación en derechos humanos y estrategia de resistencia al olvido, insertándose en el debate contemporáneo sobre las políticas públicas de memoria en Brasil.

Biografía del autor/a

Beatriz Couto, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Doutoranda e mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, especialista em Arte: Crítica e Curadoria pela mesma instituição e bacharel em Jornalismo pela UFSM, com intercâmbio na Universidade de Coimbra. Seus interesses de pesquisa incluem jornalismo e memória, etnografia no jornalismo, regimes de exceção na América Latina e as relações entre arte e sociedade.

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Publicado

2025-09-08

Cómo citar

Couto, B. (2025). Memoria en disputa: El Memorial de la Lucha por la Justicia como espacio de resistencia e identidad. Patrimônio E Memória, 21(1), 1–21. https://doi.org/10.5016/pem.v21.e3875