Los templos del Rosario de los Hombres Negros
territorios demarcados de resistencia
DOI:
https://doi.org/10.5016/pem.v21.e4054Palabras clave:
Capitania de Minas Gerais; Irmandades religiosas; Livro de Compromisso; Iconografia; Resistência.Resumen
El artículo presenta el estudio de los libros de compromisos de las cofradías de Nuestra Señora del Rosario de los Hombres Negros de la Capitanía de Minas Gerais, con el objetivo de evidenciar el protagonismo de las comunidades africanas y afrodescendientes convertidas al cristianismo en el período colonial. Estos estatutos, considerados fuentes históricas fundamentales, revelan la lucha por la autonomía, la libertad de los esclavos y la preservación cultural de estos pueblos en un contexto marcado por la violencia de la esclavitud. Las cofradías construyeron y decoraron sus propios templos, donde crearon redes de solidaridad y formas de sociabilidad que se configuraron como territorios demarcados de resistencia —pacífica y no violenta— al dominio colonial. De este modo, buscamos identificar las estrategias adoptadas por los hermanos y hermanas negros y negras del Rosario para conquistar su autonomía y libertad, destacando los significados sociales, culturales y espirituales implícitos en sus prácticas devocionales. Así, pretendemos comprender si la apropiación de las iconografías canónicas y la sustitución de los santos dominicanos por los santos del catolicismo negro en Brasil, verificadas en estos templos, pueden interpretarse como una forma de resistencia a través de las imágenes.
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