NAS ESQUINAS, A SOMBRA DA UNIDADE PERDIDA: SUBLIME E MODERNIDADE EM PAULICEIA DESVAIRADA, DE MÁRIO DE ANDRADE E “TABLEAUX PARISIENS”, DE CHARLES BAUDELAIRE
Mots-clés :
Modernity; allegory; flânerie; poetic of mythRésumé
Este ensaio analisa as manifestações do sublime em Mário de Andrade e Charles Baudelaire, presentes em suas alegorias que colhem aspectos transcendentes do mito e das lendas nas impressões emanadas pelo fenômeno urbano. O resultado da busca empreendida por Baudelaire e Mário de Andrade é a revitalização da dicção do sublime, que, em sua poesia, encontra pontos de transcendência no turbilhão da rua, visando, por um lado, operar a crítica das forças de alienação do espaço e dos indivíduos e, por outro, elevar o fenômeno da vida comum à dignidade da arte que aspira a eternidade.




