A ARQUIVISTA ARCONTE E O EXERCÍCIO DE NARRAR

UMA VIDA DESCORTINADA

  • Janieli Salgueiro da Silva
  • Alexandra Santos Pinheiro

Resumo

Neste artigo, analisamos o livro Tantos anos (1998), de Rachel de Queiroz e Maria Luíza de Queiroz. Trata-se de uma narrativa memorialística, a partir da qual as escritoras tecem importantes reflexões sobre os valores socioculturais que regiam a sociedade de seu tempo, permitindo-nos não apenas reconstruir os modos de vida da época, mas também refletir sobre a importância de obras dessa natureza para a (re)visão, a contrapelo da história, de valores historicamente constituídos. Interessa-nos mostrar como as irmãs Queiroz se utilizam da memória como forma de dar visibilidade ao passado, às representações sociais, e ao lugar da mulher. A análise aqui empreendida está amparada pelos referenciais teóricos da memória: Bosi (1979), Halbwachs (2006), Le Goff (1990), Zilberman (2010); e da escrita biográfica Derrida (2001), Lejeune (2008), Bernd (2013).

Publicado
2018-06-12
Como Citar
SALGUEIRO DA SILVA, Janieli; SANTOS PINHEIRO, Alexandra. A ARQUIVISTA ARCONTE E O EXERCÍCIO DE NARRAR. Miscelânea: Revista de Literatura e Vida Social, [S.l.], v. 22, p. 207-224, jun. 2018. ISSN 1984-2899. Disponível em: <http://seer.assis.unesp.br/index.php/miscelanea/article/view/1095>. Acesso em: 16 dez. 2018.
Seção
ARTIGOS ORIGINAIS/ORIGINAL ARTICLES